A partilha de heranças implica uma série de regras e procedimentos que devem ser devidamente acompanhados por advogados especializados em Direito de Família e Sucessões, para que seja possível garantir o seu cumprimento. Por seu turno, infelizmente nem sempre os herdeiros se entendem da melhor forma quanto às partilhas dos bens e património do(a) falecido(a), pelo que o papel dos advogados nas heranças torna-se fundamental para assegurar o rigor, agindo também como mediadores e clarificadores quando surgem as mais diversas questões.

Abordando o assunto de uma forma simplificada, quando falece alguém o seu património é transmitido aos seus herdeiros, abrindo-se a sucessão de bens e direitos, fixada pela lei.

O mais comum é não haver nenhum testamento, sendo os bens divididos pelos seus herdeiros legítimos. Estes, porém, mesmo que pretendam conduzir a partilha de modo consensual, deverão consultar um advogado de família e sucessões para passarem pela fase de habilitação de direitos, isto é, a declaração de que determinadas pessoas são os herdeiros de alguém falecido, garantindo que não há quem lhes prefira ou com eles concorra naquela sucessão.

Essa habilitação deverá ser acompanhada por advogados especializados em Direito de Família e Sucessões, sendo feita obrigatoriamente por escritura pública, que permite fixar num documento oficial quem são os sucessores da pessoa falecida e a partir dai, determinar o quinhão de cada um na herança.

Os bens são divididos por ordem de classes sucessórias:

  1. Cônjuge e descendentes s (filhos, netos, etc..);
  2. Cônjuge e ascendentes (pais, avós, etc..);
  3. Irmãos e seus descendentes (sobrinhos, sobrinhos-netos, etc…);
  4. Outros parentes na linha colateral até ao 4º grau (tios, tios-avós e primos direitos);
  5. Estado

Os herdeiros mais chegados ao falecido são os primeiros a ser chamados à sucessão, excluindo o direito de herdar dos mais afastados. Se não houver parentes sobreviventes, o herdeiro passa a ser o Estado. O papel nesta fase dos advogados nas heranças será também determinante para garantir a partilha correcta e de acordo com o lei.

Entretanto, para beneficiar outras pessoas o falecido teria de ter feito um testamento: um acto pessoal, unilateral e revogável, pelo qual uma pessoa dispõe, para depois da sua morte, de todos os seus bens ou parte deles, e que deverá ser acompanhado por advogados especializados em Direito de Família e Sucessões. Este testamento pode ser público – feito por notário, na presença de testemunhas e contendo as formalidades exigidas por lei – ou cerrado, escrito e assinado pelo testador ou por outra pessoa a seu pedido.

Mas atenção: a lei não permite que uma pessoa distribua os seus bens como bem entender, pelo que é sempre importante consultar um advogado de família e sucessões. Com efeito, a lei protege o cônjuge, os ascendentes e os descendentes – isto é, os herdeiros legitimários – garantindo-lhes imperativamente uma quota do património.

O capital proveniente de um seguro de vida é exceção a estas regras, pois qualquer pessoa pode ser beneficiário. É até possível que esse capital ultrapasse o valor do património deixado em herança.

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